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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Mais um novo Hit


“Para nossa alegria”, mais um hit é lançado, o mais velho sucesso do momento. A música, lançada em 1993 pela banda Gospel Catedral, derrepente explode em sucesso pelo país inteiro.

Mas todo esse sucesso não se deve a qualidade dos seus músicos e sonoridade autêntica. Poderia, mas não é.

Um grupo de três criaturas, absolutamente sem noção, resolvem numa tarde de “ócio criativo”, gravar o hit. Absurdamente desafinados, indo contra todos os princípios de musicalidade existentes, eles cumprem seu papel e a linda música da Catedral, finalmente cai na boca do povo.

Mas voltando alguns meses atrás, à célebre pergunta, que não podia calar: E a Luiza? Bem, foi descoberto, logo em seguida, que a Luiza estava realmente no Canadá e que seu pai, diante do sucesso estrondoso, mandou buscá-la.

As redes sociais realmente são a maravilha do novo século. Tudo pode, tudo é permitido. “É proibido proibir”, parece que a letra de Caetano, nunca esteve tão em voga.

Mas o que me chama à análise, realmente é a capacidade da raça humana em absorver esses “sucessos”. Como a chamada “cultura de massa” tem poder.

Já o twiter, tornou-se uma tribuna pública, muitos consumidores indignados lançam na rede comentários capazes de fazer multinacionais poderosas tremerem.

Nos Estados Unidos, um dos tidos como vilões da obesidade infantil, resolve agregar ao seu cardápio para redmir-se, uma porção de fruta, devidamente enlatada e plastificada. Claro, ótima jogada de marketing “Coma toda a gordura que puder, mas, coma também uma frutinha”.

Mensagens subliminares à serviço da propaganda datam dos primórdios da era televisiva. Talvez ultimamente um pouco menos agressivas, mas absolutamente eficazes.

A mídia diz: “coma”, “faça”, “use”, e nós, como bons soldadinhos, seguimos obedientes à nossa farra consumista.

Não sou dada as doutrinas socialistas, nem radicalistas, nem apocalípticas, mas acredito que o excesso, em qualquer forma de ser, não pode ser positivo.

Mas seguimos absorvendo. Faça um teste, eu o desafio! Chegue no trabalho, numa segunda – feira e pergunte a turma quem foi o ganhador daquele reality show que chegou ao fim.

Não surpreenda-se se noventa por cento dos seus colegas souber nome, sobrenome, número do sapato ( e alguns até da cueca) do vencedor.

Agora, mude o cenário: Pergunte aos seus queridos colegas, quem é hoje o chefe da Casa Civil Brasileira. Não se surpreenda se alguém levantar a cabeça e perguntar: Da casa de quem?

Acho que essa liberdade de expressão é absolutamente saudável e que o “ócio criativo” realmente permite a descoberta de muitas “pérolas”.

Mas há que se ter critério, alguns limites são necessários. Assim como o medo, que em certa dose é positivo para que nos mantenhamos inteiros, assim deve ser o critério para avaliação do que realmente nos interessa nesse bombardeio de informações que recebemos diáriamente.

As ofertas são muitas, as tentações são muitas, mas não fomos classificados como espécie “Homo Sapiens” à toa.

Então, solta uma mídia expressa consciente, no capricho e com bastante molho!
 
 
 
Por Alyne Luz

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