“Para
nossa alegria”, mais um hit é lançado, o mais velho sucesso do
momento. A música, lançada em 1993 pela banda Gospel Catedral,
derrepente explode em sucesso pelo país inteiro.
Mas todo
esse sucesso não se deve a qualidade dos seus músicos e sonoridade
autêntica. Poderia, mas não é.
Um grupo
de três criaturas, absolutamente sem noção, resolvem numa tarde
de “ócio criativo”, gravar o hit. Absurdamente desafinados, indo
contra todos os princípios de musicalidade existentes, eles cumprem
seu papel e a linda música da Catedral, finalmente cai na boca do
povo.
Mas
voltando alguns meses atrás, à célebre pergunta, que não podia
calar: E a Luiza? Bem, foi descoberto, logo em seguida, que a Luiza
estava realmente no Canadá e que seu pai, diante do sucesso
estrondoso, mandou buscá-la.
As redes
sociais realmente são a maravilha do novo século. Tudo pode, tudo
é permitido. “É proibido proibir”, parece que a letra de
Caetano, nunca esteve tão em voga.
Mas o que
me chama à análise, realmente é a capacidade da raça humana em
absorver esses “sucessos”. Como a chamada “cultura de massa”
tem poder.
Já o
twiter, tornou-se uma tribuna pública, muitos consumidores
indignados lançam na rede comentários capazes de fazer
multinacionais poderosas tremerem.
Nos
Estados Unidos, um dos tidos como vilões da obesidade infantil,
resolve agregar ao seu cardápio para redmir-se, uma porção de
fruta, devidamente enlatada e plastificada. Claro, ótima jogada de
marketing “Coma toda a gordura que puder, mas, coma também uma
frutinha”.
Mensagens
subliminares à serviço da propaganda datam dos primórdios da era
televisiva. Talvez ultimamente um pouco menos agressivas, mas
absolutamente eficazes.
A mídia
diz: “coma”, “faça”, “use”, e nós, como bons
soldadinhos, seguimos obedientes à nossa farra consumista.
Não sou
dada as doutrinas socialistas, nem radicalistas, nem apocalípticas,
mas acredito que o excesso, em qualquer forma de ser, não pode ser
positivo.
Mas
seguimos absorvendo. Faça um teste, eu o desafio! Chegue no
trabalho, numa segunda – feira e pergunte a turma quem foi o
ganhador daquele reality show que chegou ao fim.
Não
surpreenda-se se noventa por cento dos seus colegas souber nome,
sobrenome, número do sapato ( e alguns até da cueca) do vencedor.
Agora,
mude o cenário: Pergunte aos seus queridos colegas, quem é hoje o
chefe da Casa Civil Brasileira. Não se surpreenda se alguém
levantar a cabeça e perguntar: Da casa de quem?
Acho que
essa liberdade de expressão é absolutamente saudável e que o “ócio
criativo” realmente permite a descoberta de muitas “pérolas”.
Mas há
que se ter critério, alguns limites são necessários. Assim como o
medo, que em certa dose é positivo para que nos mantenhamos
inteiros, assim deve ser o critério para avaliação do que
realmente nos interessa nesse bombardeio de informações que
recebemos diáriamente.
As
ofertas são muitas, as tentações são muitas, mas não fomos
classificados como espécie “Homo Sapiens” à toa.
Então,
solta uma mídia expressa consciente, no capricho e com bastante
molho!
Por Alyne Luz
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