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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Esperança


Eu acredito em palhaço

Sorriso solto, medo escondido entre o nó da gravata de laço

Vira, pula, cai levanta, vibra, corre, chora, canta

Malabares, Cambalhotas, gargalhadas, giros no espaço


Eu acredito em palhaço

Pedaços soltos de lembranças pintados no sorriso aberto

Aquela risada gostosa, que se solta só na infância

Tem a estrada como casa, sem endereço, rumo incerto
 

Eu acredito em palhaço

Que mesmo de nariz falso, tem a verdade nos olhos

Vê do picadeiro a vida, espera o fim do espetáculo

Aguardando por sorrisos, ansiando por aplausos

 
Eu acredito em palhaço

Que ri dos seus próprios medos, escondendo seus segredos no buraco do chapéu

a imagem da esperança num sorriso de criança, salta, corre, cai, balança

se equilibra, chora, dança, pula alto e nem se cansa, tentando alcançar o céu
 

Eu acredito em palhaço

Porque ainda guardo aqui, bem fundo do meu peito, um pouquinho de criança

Se por um instante esqueço, dessa vida tão maluca, me lembro desse tesouro

Chaveado na gaveta,  embrulhado nos meus sonhos, na caixinha da esperança.

 

 

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