Há que se criar uma nova era
Sem H, era de glória, não de erva - daninha.
Há que se pender uma nova esperança,
Olhar de criança, visando o futuro.
Há que se escrever um novo capítulo,
Sem tantos títulos, escalpos, melindres.
Há que varrer por debaixo dos planos,
Jogando para fora do tapete, toda a sujeira dos panos.
Há que se prover uma nova medida
Expedida, escarrada, expelida pela revolta.
Há que se criar uma nova verdade
Libertada da vaidade, livre e plena, sem escolta.
Há que se manter as cabeças erguidas
Sem promessas não cumpridas, sem “jeitinho brasileiro”
Há que se buscar um “momento” novo
Mais do povo, rosto exposto, de um país mais inteiro.
por Aline Luz
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